Teresina, Piauí
de felipe | Terça, 19 de Fevereiro de 2008
Teresiiiinaaa. Uhh!! Uhh!! Lembra do Velho Guerreiro? Daquele Velho Palhaço? Pois é, o que quê o ser humano não precisa fazer pra ganhar uma grana. É foda. Se bem que o Abelalardo Barbosa, tava com tudo e não tava prosa. Menino levado da breca deve ter levado todas aquelas chacrétes prá conhecer a discoteca. O velho não era fraco não, mas não vim aqui falar da Teresinha caraca. Ia ,e ainda vou, juro, falar de Teresina, no Piauí. E vou falar bem, porque falar mal de Teresina é até sacanagem.
Quem foi o gênio que fundou uma cidade naquele fim de mundo e ainda disse que ela seria a capital do nobre estado do Piauí?
Chegando lá você percebe que Teresina não é só um cafundó perdido no meio do nada nordestino. Tá certo, é um cafundó perdido no meio do nada mas também é uma cidade com avenidas largas, cheia de arvores e com uma praça antiguinha no centro, com coreto, teatro, um cinema “art noveau” restaurado e um mercado de artesanato decente e limpo.
É pouco?
É, mas quem já teve a brilhante idéia de passar uns dias em Teresina, assim por vontade própria?
Quantas vezes você ouviu alguém dizer que no próximo verão vai passar uns dias lá em Teresina, o novo point de turismo do nordeste?
Para uma cidade que deve ter um um índíce de turismo nulo, uma cidade que não tem obrigação de se arrumar para quem vêm de fora, ter uma praça antiguinha no centro, com coreto, teatro, um cinema “art noveau” restaurado e um mercado de artesanato decente e limpo é uma coisa bem legal, um sinal de auto suficiência e orgulho próprio.
Ponto para Teresina.
Visitei a UFPI – Universidade Federal do Piauí, num sábado de manhã e a biblioteca tava cheia, bem cheia de uma moçada estudando matemática, física. juntos e enquanto estava por lá caiu um toró daqueles e fiquei lembrando das enormes e inúmeras goteiras nas bibliotecas da USP. E por lá nada.
Mais um ponto para Teresina.
A 5 minutos do centro tem o bairro de Poty Velho. Parece que você está na Amazônia acredite. É onde os dois rios que banham a cidade, Poty e Parnaíba, se encontram. No restaurante flutuante do “Parque Ambiental do Encontro das Águas” tem uma calderada de um peixe daquelas águas com uma cachaça chamada mangabeira, uma cerveja bem gelada e, junto com uma porção de piabinhas fritas de entrada é mais um ponto prá Teresina. Vai contando.
Antes ou depois, melhor antes, do almoço, impossível não parar no comércio de artesanato de cerâmica que fica na estrada que leva ao parque, onde melhor que comprar é ver como se faz a queima das peças de barro em fornos a lenha montados quase no meio da rua.
Prá encerrar, tentei comprar uma camisa do time de futebol da cidade, o ilustríssimo “River” e só achei camisas do Flamengo, Barcelona e Real Madrid. O moço da loja disse que tem que encomendar. Ponto contra.
Categorias: Viagens | | Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 43

