Meu cartão de memórias

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Salinas, Minas Gerais

de felipe | Segunda, 11 de Fevereiro de 2008

Salinas é uma cidadezinha no nordeste mineiro pouco antes da pobreza do Jequitinhonha e que por uma sorte qualquer dessas da vida pegou carona no fetiche da cachaça de Anísio Santiago, um produtor que decidiu que sua cachaça era mais que especial e começou a vendê-la pelo preço de whisky escocês. O povo acreditou e o que veio depois tem mais a ver com psicologia e todo um papo cabeça sobre como algo vira moda, fetiche, do que com a qualidade da cachaça, que é boa, “boazinha”, como o nome da cachaça do maior maluco beleza da região, Antonio Rodrigues, que de maluco tem só o jeitão, usando uma fantasia diferente cada dia da semana “só pra chocar esse povinho besta” diz ele vestido de santo beneditino. O sujeito percebeu o potencial da produção da cachaça na região, ajudou a criar o slogan da “Capital Mundial da Cachaça” e além de produzir e comercializar a Boazinha e a Seleta (que são as cachaças de Salinas que mais tem em SP) produz os insumos para que outros comecem a produzir também. Quer um alambique de cobre? Um tonel de umburama? Fermento? Apostilas? tem tudo lá com o seu Antonio.
Sobre a Havana, atual nome da cachaça feita hoje em dia pelo filho de Anísio Santiago, não sei nada. Sei que é boa. Comprei uma garrafa na época que estive lá e pouco a pouco estou estudando o assunto.

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